Como eu já disse em um post anterior, os alunos do 4º termo de Jornalismo Diurno da Unesp têm aulas de Políticas e Sistemas de Informação.
Eu, particularmente, gosto da aula e da matéria.
O sistema de avaliação da disciplina conta com uma prova e um trabalho.
A prova foi entregue na última segunda-feira.
O trabalho deve ser entregue no próximo dia 7.
Porém, algumas pessoas da minha sala resolveram criar o atestado de "coxisse"
O atestado consiste em fazer uma espécie de abaixo assinado para pedir para o professor que simplesmente esqueça do trabalho.
Qual é o motivo?
Disseram que é um protesto, pois ele pediu o trabalho muito em cima da hora.
Também foi dito que ele não deu nenhum atendimento e não se sabe como fazer o trabalho e que este trabalho não iria acrescentar em nada no nosso conhecimento.
Soubemos que teríamos que fazer o trabalho no primeiro dia de aula.
Já houve perguntas sobre como o trabalho deve ser e o meu grupo, pelo menos, já sabe como vai fazer.
Mas vocês podem dizer: ah, é porque o Suzano gosta da aula.
Amigos, mesmo se a aula e a matéria fossem a pior bosta do mundo, mesmo se o professor não desse texto, mesmo se não discutisse, mesmo se o professor não tivesse a menor didática do mundo...mesmo assim eu posso aprender ao fazer o trabalho.
Além do mais, eu estou na universidade pública para aprender. Quem sou eu para saber se o trabalho não vai acrescentar nada?
O pessoal quer ir embora para casa mais cedo e inventou o atestado de "coxisse"
Hoje tive muita vergonha da minha sala.
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terça-feira, 28 de novembro de 2006
Assassino?
Ontem cheguei em casa mais ou menos umas 15 para as 9 da noite.
Estava na faculdade e passei no mercado para comprar pão.
Comprei mil coisas e esqueci do pão.
Mas eu tinha minhas preciosas bolachas! Quem precisa de pão?
Estava eu tomando meu leitinho e comendo minhas bolachinhas, quando um dos meus companheiros de república (o Wally) chegou em casa.
Ele abriu a porta da cozinha e sentiu um cheiro horrível de coisa podre.
Colocamos o lixo fedido (acho que era carne estragada) para fora e vimos que o chorume (é assim que se escreve?) nojento estava espalhado pelo chão.
Wally começou a limpar a área.
De repente ele viu que havia um passarinho atrás do lixo.
Ele espantava o bicho, mas o bicho continuava imóvel.
Cotuquei ele com o rodo. Continuou imóvel.
Wally limpou a área e deixou o bixo lá.
Ficamos com dó e com nojo (passarinho já é um bicho que transmite doenças e este, em especial, tinha "tomado banho" de chorume).
Então (como o nojo foi mais forte do que o dó) eu varri o passarinho para o quintal esperando que ele se recuperasse e voasse para o céu estrelado (ai, ai).
Acordei hoje de manhã.
Ele estava morto.
Sim, havia alguns bichinho comendo os restos mortais do pobre pássaro, mas creio que o cheiro de bicho morto vai voltar.
Só que com um agravante - a culpa.
Estava na faculdade e passei no mercado para comprar pão.
Comprei mil coisas e esqueci do pão.
Mas eu tinha minhas preciosas bolachas! Quem precisa de pão?
Estava eu tomando meu leitinho e comendo minhas bolachinhas, quando um dos meus companheiros de república (o Wally) chegou em casa.
Ele abriu a porta da cozinha e sentiu um cheiro horrível de coisa podre.
Colocamos o lixo fedido (acho que era carne estragada) para fora e vimos que o chorume (é assim que se escreve?) nojento estava espalhado pelo chão.
Wally começou a limpar a área.
De repente ele viu que havia um passarinho atrás do lixo.
Ele espantava o bicho, mas o bicho continuava imóvel.
Cotuquei ele com o rodo. Continuou imóvel.
Wally limpou a área e deixou o bixo lá.
Ficamos com dó e com nojo (passarinho já é um bicho que transmite doenças e este, em especial, tinha "tomado banho" de chorume).
Então (como o nojo foi mais forte do que o dó) eu varri o passarinho para o quintal esperando que ele se recuperasse e voasse para o céu estrelado (ai, ai).
Acordei hoje de manhã.
Ele estava morto.
Sim, havia alguns bichinho comendo os restos mortais do pobre pássaro, mas creio que o cheiro de bicho morto vai voltar.
Só que com um agravante - a culpa.
segunda-feira, 27 de novembro de 2006
O início da velhice
A vida em república é boa e ruim ao mesmo tempo (cliche, não?).
Mas no primeiro ano é melhor. Festa todo o final de semana, churrasco, luau, etc.
No segundo você começa a sossegar um pouco (pelo menos foi assim comigo).
Você começa a ficar velho.
"Olha o farelo em cima da mesa";
"Não deixa a luz acesa";
"Tá na hora de limpar o banheiro";
"A conta de água veio muito cara";
"Essa panela de feijão está cheia de bichos";
Você se pega falando coisas que os seus pais falavam para você.
Definitivamente, o segundo ano é o ínício da velhice.
Mas no primeiro ano é melhor. Festa todo o final de semana, churrasco, luau, etc.
No segundo você começa a sossegar um pouco (pelo menos foi assim comigo).
Você começa a ficar velho.
"Olha o farelo em cima da mesa";
"Não deixa a luz acesa";
"Tá na hora de limpar o banheiro";
"A conta de água veio muito cara";
"Essa panela de feijão está cheia de bichos";
Você se pega falando coisas que os seus pais falavam para você.
Definitivamente, o segundo ano é o ínício da velhice.
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
É lei da física.

Como já falei no meu post anterior, o maior mal de um universitário atarefado é ser enrolado. Mas refletindo melhor nos últimos dias, concluí que esse lance de ser enrolado não necessariamente implica em fracasso. É mais em sofrimento. E explico porque.
Conversando ontem com um amigo meu filósofo, de nome Gabriel Leite, chegamos a um feliz questionamento: alguém de nós dois conhecia uma pessoa que, mesmo tendo 2 dias pra fazer um trabalho final de semestre e tendo a intenção de faze-lo, não conseguiu entrega-lo e passar de ano?
É claro que voce vai varar madrugadas adentro, escrever as coisas mais sem nexas da história, encher linguiça até não poder mais, mas ali, no limite, voce vai estar no xerox imprimindo seu trabalho, 10 minutos antes da aula.
Os exemplos que vejo com cada vez mais frequência, como meu colega de casa que ficou 48 horas direto e mesmo assim só foi imprimir o trabalho depois que aula já tinha começado há 1 hora e meia, me fazem acreditar cada vez mais na idéia de que por mais na merda que voce esteja, por menos tempo que voce dispõe pra fazer um trabalho, voce sempre irá entrega-lo, mesmo que completamente nas coxas, e irá ser aprovado.
Ou seja, pelo menos pra entrega de trabalho, creio que não há mais nada verdadeiro que a seguinte frase que alguns dizem por aí:
"No fim, tudo dá certo. Se não deu, é porque ainda não chegou no fim"
Rodinhas
Ultimamente peguei certo preonceito por rodinhas de futebol.
É legal ficar horas falando sobre aquele jogo de mil novecentos e bolinha em que o time do seu coração aplicou uma goleada de 4 x 0 sobre o maior rival.
É legal falar sobre os jogos da rodada, o golaço, o frango, etc.
Mas parece que são sempre as mesmas pessoas falando as mesmas coisas.
São opiniões "concertezistas" sobre coisas que são totalmente subjetivas.
O juiz marcou um pênalti e o cara fala "certeza que foi comprado", "é um larão", etc.
São só palpites.
Noutro dia vi alguns conhecidos meus numa rodinha pouco usual: o tema era política.
Mas parecia uma rodinha de futebol, ou seja, opiniões "concertezistas" sobre assuntos sobre os quais as pessoas têm um conhecimento mínimo.
Exemplo: "O PMDB quer isso, se aliar com os mais fracos para ter uma base forte e poder negociar uma fatia de poder, você acha que eles são bobos?"
Essa afirmação pode até estar correta, mas a questão é que a pessoa tem pouco embasamento para dizer coisas desse tipo. É o mesmo que dizer que o juiz era ladrão.
O agravante da roda de política era que, além de discutirem temas muito superficialmente, havia o aspecto "cult", como se dissessem: " veja, nós somos inteligentes, discutimos política".
Rodinhas de futebol e rodinhas de política: a mesma bosta
É legal ficar horas falando sobre aquele jogo de mil novecentos e bolinha em que o time do seu coração aplicou uma goleada de 4 x 0 sobre o maior rival.
É legal falar sobre os jogos da rodada, o golaço, o frango, etc.
Mas parece que são sempre as mesmas pessoas falando as mesmas coisas.
São opiniões "concertezistas" sobre coisas que são totalmente subjetivas.
O juiz marcou um pênalti e o cara fala "certeza que foi comprado", "é um larão", etc.
São só palpites.
Noutro dia vi alguns conhecidos meus numa rodinha pouco usual: o tema era política.
Mas parecia uma rodinha de futebol, ou seja, opiniões "concertezistas" sobre assuntos sobre os quais as pessoas têm um conhecimento mínimo.
Exemplo: "O PMDB quer isso, se aliar com os mais fracos para ter uma base forte e poder negociar uma fatia de poder, você acha que eles são bobos?"
Essa afirmação pode até estar correta, mas a questão é que a pessoa tem pouco embasamento para dizer coisas desse tipo. É o mesmo que dizer que o juiz era ladrão.
O agravante da roda de política era que, além de discutirem temas muito superficialmente, havia o aspecto "cult", como se dissessem: " veja, nós somos inteligentes, discutimos política".
Rodinhas de futebol e rodinhas de política: a mesma bosta