Mercy Zidane

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mudanças

No começo do ano eu estava com medo de tantas mudanças que aconteceriam na minha vida trazidas pelos últimos dois semestres de faculdade. Duas delas ocupavam o papel principal: namoro à distância e TCC.

O ano teve seu prosseguimento e as coisas foram bem. Consegui conciliar o namoro à distância com as atividades acadêmicas, apesar de estar um pouco atrasado no cronograma do TCC.

Vieram as férias e duas bombas:

A primeira é que tenho vitiligo, aquela doença do Michael Jackson e do Rapin Hood. É por isso que minha barba está nascendo branca. Bom, o tratamento envolve corticóides e não poderei beber por 1 ano. Pelo menos há cura.

A segunda e mil vezes pior notícia é que minha namorada acabou de embarcar para o Japão, onde será correspondente da editora JBC. Ficará lá por 3 anos, cobrindo a vida dos dekasseguis.

Depois de 2 anos de uma relação tão forte, é muito duro romper por uma questão meramente física. Muitos disseram para tentarmos continuar, mas achamos melhor pararmos agora e não deixarmos o amor que ainda existe definhar até ser desprezado por um dos lados.

Tati, retribuo a mensagem que deixou no seu blog. Tenho certeza de que se dará muito bem no Japão, tanto em termos de adaptação pessoal, quanto em termos profissionais. Você é uma grande jornalista e uma pessoa a qual sempre irei querer todo o bem do mundo. Se o nosso namoro se rompeu por uma questão física, a admiração, o carinho e o respeito construídos ao longo desses anos não se vão tão facilmente. Parabéns e boa sorte.

E para que se lembre sempre do que eu te digo a respeito da falta de desigualdade social (pelo menos aparente, já que eles exploram outros países) no Japão, dois versos do último presente que você me deu, o livro do Arnaldo Antunes:

Miséria é miséria em qualquer cantoRiquezas são diferentes

Último semestre totalmente inesperado: sem a Tati, sem poder beber e com uma doença estranha.
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Metalinguagem: Se os posts do começo do ano estavam meio depressivos, confesso que esse é o campeão. Sei que dói, que passa e que as lembranças da Tati serão sempre boas.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

"Abolição" da escravidão

Tive vontade de postar sobre isso depois da última terça-feira, em que toquei no Cupim Grill, em Bauru, com os Mutretas, numa festa junina fechada. O preço da portaria era de 2 reais.

Ao final da apresentação, uma senhora negra que trabalhava no local, trajada com vestido preto e touca branca na cabeça, apanhou uma grande bacia com pipoca e começou a servir a galera que estava dentro do bar.

Uns agradeciam a mulher, outros só pensavam na pipoca, mas as roupas meio antiquadas que a senhora vestia, misturado com o ato de servir os universitários fez com que eu sentisse um baque.

Na hora, lembrei-me do filme "Quanto Vale ou é por Quilo?", de Sérgio Bianchi, em que crianças negras vão gravar um comercial televisivo para uma ONG e são guiadas por uma mulher branca. De repente, há um flash e os meninos e meninas são mostrados com máscaras e correntes na cabeça, lembrando a época da escravidão.

Foi assim que me senti ao ver aquela mulher, como na época da escravidão. A negra servindo os brancos.

Esse flash bateu em mim por um instante e, mais nitidamente, vi como as coisas mudaram pouco nos últimos 120 anos. Mesmo estando em um momento de confraternização, confesso que me senti um pouco mal.

É por isso que o movimento negro rechaça o 13 de maio (dia da assinatura da Lei Áurea). O dia mais simbólico é o 20 de novembro (dia da Consciência Negra), com origem na luta de Zumbi dos Palmares.
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Metalinguagem: postagem curta, pois foi feita na madrugada.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Praticamente, 1 mês depois....

... eu estou me justificando para mim mesmo e para os poucos leitores deste blog o porquê de ele estar parado por tanto tempo.

Motivos óbvios: correria da faculdade, preguiça imensa de postar e falta de estímulo visual - o blog está muito feio.

O pior é que nesse meio tempo eu pensei em fazer alguns posts legais:

-Oficina de rádios comunitárias: eu participei de uma e adquiri uma visão mais abrangente sobre o conceito de comunicação comunitária para uma rádio;

-Criação do Podcast do Raiz Social: esse irá render um post mais dia ou menos dia. O link já está ali do lado. O endereço é www.raizsocial.podomatic.com;

-A volta triunfal do Zooasis: não foi tão triunfal assim, mas foi muito divertido voltar a tocar na banda de Oasis cover (com a participação especial de Andy Ruiz Bell no baixo). Finalmente toquei numa festa de república em Bauru. Espero repertir esse feito por mais vezes.

Pretendo desenvolver tais assuntos de forma mais profunda em breve. Se não for tão em breve, pelo menos que seja num período inferior a 1 mês.
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Metalinguagem: confesso que sinto um certo alívio em postar - apesar dos diversos motivos que me levam a não postar com freqüência, é angustiante ver o blog às moscas.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Rápidas Impressões sobre o Expocom 2008

Eu e mais uma galera da Unesp participamos do último Intercom Sudeste, que ocorreu no Mackenzie, em São Paulo, na semana passada. Expocom é o evento em que trabalhos universitários são expostos. No último dia de congresso, o ganhador de cada modalidade tem o "privilégio" de representar sua região (o sudeste, no caso) no Intercom Nacional, que ocorre em setembro.

Após a contextualização, vamos ao que interessa:

-Perdemos: o jornalismo da Unesp participou com vários projetos e nenhum ganhou. Dos que eu integro, estavam o Jornal do Ferradura, o Raiz Social e a Web-Rádio Unesp Virtual. O Ferradura perdeu para um livro reportagem sobre a morte (pasmem), o Raiz perdeu para um rádio-documentário sobre a clausura nas religiões (que era bem feito) e a rádio perdeu para um programa (tosquíssimo, por sinal) feito por cegos.

-Categorias: um jornal comunitário concorrendo com um livro-reportagem, um radiojornal concorrendo com um rádio-documentário, uma rádio concorrendo com um programa feito por cegos. Tá tudo errado!

-Critérios: os jurados diziam que os principais critérios eram o público alvo, a importância social e a inovação contidos no produto. Com relação ao público alvo, pode até ser verdade, mas os outros dois critérios foram totalmente descartados. Vide a vitória de faculdades famosas por seguirem uma linha mercadológica em vez de propor inovações e tentar democratizar o acesso à comunicação.

-Qualidade: tinha muito, mas muito trabalho ruim mesmo. Produtos que se fossem apresentados em sala de aula deveriam tirar, no máximo, um 5, foram "classificados" pela faculdade a participar do evento.
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Metalinguagem: Intercom, nunca mais.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Enfim... Palmeiras Campeão



Como o leitor atento deste blog pode ter percebido, EU JÁ SABIA! Vide o meu "perfil" descrito no canto direito desta tela: "Palmeirense desde criancinha, acredita no fim do jejum alvi-verde em 2008".

Dito e feito!Assisti à epica goleada de 5x0 contra a Ponte Preta na companhia de meu velho pai (zueira, ele só tem 56 anos) e de minha avó (não revelarei a idade, por uma qustão de educação). Os dois foram grandes influências para que eu me tornasse palmeirense.

Quando eu era criança, dei uma sorte tremenda. Justo na época em que eu comecei a gostar de futebol, lá por volta dos meus 7 anos, o Palmeiras quebrou um jejum de 17 anos sem títulos para se tornar um dos maiores times do Brasil e do mundo.

Fiquei mal acostumado. O último título importante veio com a Libertadores de 99. Mas eu comemorei o Rio São-Paulo de 2000 (4x0 no Vasco) e a Copa dos Campeões (também de 2000, que dava direito à disputa da Libertadores).

Depois, 8 anos de fila. Para quem já esperou 17 anos, 8 parece pouco, mas é muito tempo para um time grande. Para se ter uma idéia, no último título do Palmeiras, eu estava na oitava série do primeiro grau! Atualmente, estou no último ano do ensino superior.

Tardou, mas veio. Agora é só comemorar! Palmeiras Campeão Paulista de 2008!

DÁ-LHE PORCO!!!
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Metalinguagem: eu ia escrever este post no dia da conquista do título, mas antes tarde do que nunca, hehe.